A BANDA

             ESSE É O WATT 69... O SHOW É GARANTIDO!!!

 

Nos anos sessenta e setenta, São Paulo era uma cidade muito musical. Se na tevê a efervescência da música se podia notar nos festivais de Música Popular Brasileira, na Jovem Guarda e em outros programas, nas ruas e garagens dos bairros de classe média, a meninada caprichava em suas tentativas de tirar as músicas dos Beatles, The Animals, Rolling Stones... Em cada esquina, em cada quarteirão havia um grupo.

 

Os meninos dos Jardins, da Aclimação, de Higienópolis, do Pacaembú, sonhavam em tocar e cantar para multidões. Nas ruas e garagens arranhavam as cordas de violões ou, se o dinheiro desse, de adquirir impensáveis guitarras plugadas em qualquer coisa que amplificasse o som, ao menos um pouquinho. Ou, ainda, as grossas cordas de um baixo. E havia também os que batiam furiosamente nos couros dos tambores. Os mais afinadinhos cantavam. Afinal, as meninas viviam pelos cantos suspirando por John, Paul, George e Ringo.

 

O que é que eles tinham que nós não tínhamos? Muitos dos grupos que se formaram naquela época não passaram de brincadeira de garotos, que tocavam nas festinhas da turma. Alguns, porém, acabaram atingindo um grau de musicalidade e "profissionalismo" tão alto, que os levou aos palcos dos clubes: Pinheiros, Paulistano, Harmonia, Ypiranga, Tênis Clube, Tietê, Espéria, Palmeiras, Vila Mariana, Banespa, Ypê, Sírio, Monte Líbano e, ao templo máximo da moçada,o Círculo Militar. Nas pistas, milhares de jovens dançavam, conversavam, namoravam ou, simplesmente, olhavam para aqueles ''deuses'' que tocavam igualzinho aos conjuntos (naquele tempo ''banda'' só se usava para fanfarra de escola ou aquela que tocava nos coretos das praças) ingleses.

 

Eram os tempos das domingueiras, em que os conjuntos reinavam absolutos nos clubes de São Paulo. Uma tarde de domingo no clube era um programa imperdível para garotos e garotas. Entre "You Really Got Me" e "Well AlI Right", entre um refrigerante e um sanduíche, sabia-se de tudo. Quem não aparecesse na domingueira, certamente, ia passar uma semana por fora das novidades: quem estava namorando quem, que grupo tinha comprado guitarra nova, qual o comprimento (ou a falta de) da minissaia da Patrícia, qual a nova música do Manfred Mann que estava rolando... Como e onde começou essa onda das domingueiras não se sabe ao certo. Mas ela é fruto de uma mudança significativa na história do rock, o surgimento dos Beatles e da chamada "invasão inglesa" no hit parade americano, ainda na primeira metade dos anos sessenta.

Assim como aconteceu na Grã-Bretanha e nos Estados Unidos, com os Beatles e todo o seu séquito de conjuntos que renovariam a música e o comportamento de uma geração, aqui também, embora com algum atraso, a garotada enlouqueceu com os quatro rapazes de Liverpool. Os Beatles começaram a aparecer no final de 1962, com "Love Me Do", mas só estourariam mesmo no Brasil, dois anos depois.Entre 1964 e 1966 os garotos paulistanos estavam agitados montando seus conjuntos. Nos próprios clubes, nas garagens ou nas ruas, borbulhava a música que iria estourar nas domingueiras, no som do WATT 69.

 

O WATT 69 foi formado em 1965, tem uma  carreira de sucesso, já  se apresentou  com artistas e bandas internacionais como: Jackson Five, Supremes, Billy Paul, Christie, Demis Roussos, B.J. Thomas, Roberto Carlos e outros. É conhecido, também, por shows em transatlânticos, como atração principal.O repertório é formado por clássicos de Beatles, Santana, Joe Cocker, The Police, Earth Wind & Fire, Kool & The Gang, Eagles, Doobie Brothers, Creedence Clearwater Revival, Peter Frampton e Bee Gees.

 

   Atualmente o WATT 69 conta com a seguinte formação:

 

  • Mario Cerveira Filho - Marinho - Bateria e Vocal

  • Sampel - Vocal

  • Valter Zape - Baixo

  • Xilo - Guitarra

  • Fernando Vegas - Teclado

  • Nahuel Caran - Percussão

  • João Drescher - Trompete e Flugelhorn

  • Giba Sax - Saxofone

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